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FRAUDE MILIONÁRIA

Justiça condena grupo por fraude de R$ 2 milhões em empresa portuária

Esquema desviou recursos por meio de rescisões trabalhistas fraudulentas em Itapoá. Cinco pessoas foram condenadas pelos crimes.

Publicado em 10/06/2026 às 09:58
Atualizado em

(Foto: PMSC Itapoá/Divulgação)

A Justiça de Santa Catarina condenou cinco pessoas por participação em um esquema de fraudes que causou prejuízo de quase R$ 2 milhões a uma empresa do setor portuário.

O caso foi julgado pela Comarca de Itapoá, no Litoral Norte catarinense. Segundo o processo, o grupo atuou de forma estruturada entre os anos de 2012 e 2016.

Eles realizavam inserções indevidas de pagamentos no sistema de rescisões trabalhistas da empresa.

Os valores ilícitos eram destinados a pessoas sem nenhum tipo de vínculo empregatício com a companhia. As investigações apontaram a realização de aproximadamente 105 operações fraudulentas durante o período, gerando um prejuízo estimado em R$ 1,87 milhão.

Esquema e ocultação

De acordo com a denúncia, a fraude era liderada por um funcionário que possuía acesso ao sistema interno do porto.

Outros envolvidos recebiam os valores e ajudavam na ocultação. Parte dos recursos foi movimentada por meio de transferências bancárias, doações e negociações patrimoniais, estratégias utilizadas para mascarar a origem ilícita do dinheiro.

Durante a tramitação do processo na Comarca de Itapoá, que se tornou um dos maiores casos de fraude empresarial da região nos últimos anos, foram analisados diversos documentos, perícias técnicas, relatórios bancários e depoimentos de testemunhas.

Condenações

Na sentença, a magistrada responsável concluiu que as provas demonstraram a existência de uma organização estável e atuante ao longo de vários anos. Havia clara divisão de tarefas e repasses frequentes entre os participantes.

As penas aplicadas variam de acordo com o grau de envolvimento de cada réu nos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

Duas pessoas foram absolvidas da acusação de associação criminosa por falta de provas que demonstrassem vínculo estável com o grupo investigado. Todos os condenados poderão recorrer em liberdade junto ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Fonte: Portal da Cidade Itapoá

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