O Secretário Municipal de Saúde de Itapoá, Cristian Ângelo Grassi, foi convocado pela Câmara de Vereadores para comparecer a uma Reunião Extraordinária nesta quinta-feira (04), às 19h. O objetivo é que o secretário preste esclarecimentos sobre a grave crise enfrentada no sistema de saúde do município, incluindo o estado de greve dos médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A convocação, oficializada pelo Ofício n. 113/2025/DL, atende a uma deliberação unânime do Requerimento n. 92/2025, aprovado na última sessão ordinária. A reunião, que será realizada no Plenário da Câmara, é aberta ao público e será transmitida pelos canais oficiais do legislativo. O presidente da Casa, vereador Ivan Pinto da Luz, destacou que a ausência injustificada do convocado poderá acarretar medidas de responsabilização.
Entre os pontos centrais que o secretário deverá abordar estão a paralisação dos médicos, a situação geral do atendimento de urgência e emergência e as questões administrativas e judiciais que envolvem a gestão terceirizada do Pronto Atendimento, atualmente sob intervenção judicial no Instituto Mahatma Gandhi e em processo de transição para o Instituto Maria Schmitt (IMAS).
Justificativa dos vereadores
Segundo o requerimento que motivou a convocação, a medida se faz necessária diante da gravidade da crise na saúde pública local. Os vereadores apontam que os médicos da UPA deflagraram estado de greve devido à falta de pagamento de salários pela empresa terceirizada Mahatma Gandhi, mantendo apenas os atendimentos de urgência e emergência.
Os parlamentares afirmam que a Prefeitura não esclareceu satisfatoriamente pontos cruciais como a real dimensão da greve, as medidas imediatas para garantir o atendimento integral e como será conduzida a transição de gestão. O documento cita ainda relatos de moradores sobre recusas e atrasos no atendimento, além da informação de que fornecedores teriam suspendido a alimentação para os profissionais de saúde em plantão. Para os autores do requerimento, a falta de informações claras gera "especulações, desconfiança e revolta social".
A Câmara Municipal espera que o Secretário de Saúde explique detalhadamente as providências adotadas e as garantias que podem ser oferecidas à população para a continuidade dos serviços durante este período crítico.