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ESTELIONATO

Homem é preso em Itapoá após aplicar golpe de R$ 2,9 milhões

Suspeito de 34 anos usava loja de veículos no PR como fachada para cometer os crimes. Ele foi capturado na manhã desta quinta-feira (28).

Publicado em 30/05/2026 às 14:32
Atualizado em

(Foto: Fábio Dias/EPR)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou, como resultado de uma operação, a prisão de um homem de 34 anos na manhã desta quinta-feira (28), em Itapoá. O suspeito é investigado por aplicar golpes milionários usando uma loja de veículos como fachada.

Além do mandado de prisão preventiva, os policiais cumpriram ordens de busca em Itapoá e em Curitiba.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizava uma loja localizada no bairro Xaxim, na capital paranaense, para atrair pessoas que deixavam seus automóveis em consignação. Contra ele, já existem 42 boletins de ocorrência registrados.

Sob a falsa promessa de realizar vendas ou avaliações, o homem coletava documentos e fotografias das vítimas. Esses dados eram então utilizados como biometria facial para burlar sistemas de segurança bancária e aprovar financiamentos fraudulentos.

Os carros deixados na loja eram dados como garantia aos bancos sem a autorização dos verdadeiros proprietários.

Prejuízo milionário

Para disfarçar o esquema e manter a aparência de um negócio legal, o suspeito realizava pagamentos parciais às vítimas e emitia cheques sem fundos.

“O dinheiro obtido nos financiamentos era depositado diretamente na conta da empresa investigada”, explica a delegada da PCPR responsável pelo caso, Patrícia Conceição Nobre Paz.

Quando a pressão das cobranças aumentava, ele encerrava abruptamente as atividades da loja e cortava qualquer contato com os clientes. Estima-se que o rombo causado às vítimas e às instituições financeiras ultrapasse a marca de R$ 2,9 milhões.

Com a prisão preventiva decretada pela Justiça para garantir a ordem pública e econômica, o suspeito foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde ficará à disposição das autoridades.

Denúncias

As forças de segurança reforçam que a população pode contribuir com investigações em andamento de forma totalmente sigilosa.

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