INFRAESTRUTURA
Estudo de ponte estratégica entre Joinville e São Francisco do Sul é prorrogado para 2026
Estrutura sobre a baía da Babitonga criará acesso ao Porto Itapoá e desviará tráfego pesado. Custo do projeto é dividido entre prefeituras locais.
Publicado em
16/06/2026 às 13:29
Atualizado em
O prazo para a conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA) da ponte sobre a baía da Babitonga foi prorrogado por mais três meses. Com um aditivo assinado no início do mês de junho, a nova data para a finalização dos trabalhos foi definida para 14 de dezembro de 2026. A estrutura de 1,2 mil metros ligará a região da Vigorelli, em Joinville, à parte continental de São Francisco do Sul.
Para o município de Itapoá, a obra tem grande importância estratégica. Além de estimular o turismo regional, a ponte criará um novo acesso rodoviário focado na região portuária da cidade. Uma das prioridades do traçado é desviar o tráfego de caminhões e veículos pesados das áreas urbanas dos municípios afetados. Atualmente, a travessia nesse trecho é feita exclusivamente por ferryboat.
Custeio do projeto
O contrato original do levantamento técnico custa R$ 4,3 milhões e teve seu saldo remanescente reajustado pela inflação em 4,2%. Os valores estão sendo custeados de forma conjunta por quatro prefeituras que integram a Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc). Joinville é responsável por 40% do valor, São Francisco do Sul por 30%, Itapoá contribui com 20% e Garuva entra com os 10% restantes.
Detalhes da estrutura
As propostas de engenharia variam na quantidade de vigas e trazem opções modernas para a baía. O modelo de maior destaque é uma estrutura estaiada, utilizando um sistema de cabos suspensos semelhante ao adotado nas obras da Ponte de Guaratuba. O projeto também prevê um vão central com 31 metros de largura e 20 metros de altura, medidas que garantem a segurança e a continuidade do fluxo de embarcações nas marinas próximas à foz do rio Cubatão. Trânsito e recursos
No lado de São Francisco do Sul, o estudo sugere a construção de uma via alternativa para evitar que o fluxo passe por dentro da Vila da Glória, conectando a parte continental diretamente à região sul de Itapoá. Já no lado de Joinville, as opções avaliam contornos pelas zonas norte e sul da cidade.
Os avanços do projeto foram debatidos recentemente na Amunesc com a participação de líderes regionais, incluindo o prefeito de Itapoá, Jefinho Garcia. Como ainda não há dinheiro em caixa para iniciar a obra, os municípios já buscam financiamento junto ao Banco Mundial e ao Governo de Santa Catarina, além de estudarem conceder a estrutura à iniciativa privada.
Fonte: Portal da Cidade Itapoá
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